Felipe do Dalmo Ribeiro defende o morango produzido no Sul de Minas e pede concorrência justa

Nos últimos anos, a entrada de morangos importados no Brasil passou a preocupar cada vez mais quem vive da produção nacional. Segundo dados da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, entre 2024 e 2025, a importação de morangos cresceu 165%, sendo que 83% desse volume veio do Egito.

O morango produzido no Sul de Minas representa muito mais do que uma atividade agrícola. Para milhares de famílias, ele é fonte de renda, trabalho e desenvolvimento para os municípios da região. É por isso que defendo que o produtor sulmineiro tenha condições justas para continuar produzindo e competindo no mercado.

Morango congelado importado do Egito

O problema, na minha avaliação, está principalmente na diferença de condições enfrentada pelo produtor brasileiro. Aqui no Sul de Minas, uma família que trabalha na lavoura precisa arcar com custos de produção, mão de obra, impostos, exigências sanitárias e uma série de regras para colocar o alimento no mercado. Quando um produto estrangeiro chega ao Brasil com preços muito baixos, essa diferença pode colocar em risco toda uma cadeia produtiva.

“Eu vou defender o produtor de morango do Sul de Minas. Não dá mais para uma família que trabalha, emprega e cumpre regra no Brasil competir de forma desigual com produto importado chegando a preço muito baixo. Isso precisa ser investigado e enfrentado com seriedade”, defendo.

Morango in natura produzida na região de Pouso Alegre, no sul de Minas.

Para mim, discutir a produção de morango é também discutir a permanência das famílias no campo. Quando o produtor consegue ter renda, ele movimenta o comércio local, gera empregos e mantém viva uma importante atividade econômica regional.

Por isso, quero levar essa discussão para Brasília e defender medidas que garantam concorrência justa para quem produz no Brasil. Não sou contra o comércio internacional, mas acredito que ele precisa acontecer de maneira equilibrada, sem colocar o produtor nacional em uma situação de desvantagem.

“Concorrência justa para quem produz, trabalha e gera emprego no Sul de Minas. É isso que eu quero defender. O nosso produtor precisa ser valorizado e ter condições de competir de igual para igual.”

O morango do Sul de Minas tem qualidade, tradição e uma cadeia produtiva que merece ser protegida e fortalecida. Como candidato a deputado federal, quero ser uma voz em defesa dessas famílias e de todos aqueles que trabalham diariamente para produzir alimento, gerar renda e movimentar a economia da nossa região.

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