Descentralizar a saúde é levar atendimento para mais perto das pessoas

A saúde do Sul de Minas precisa ser pensada de forma regional, com planejamento, investimento e coragem para enfrentar um problema que afeta milhares de famílias: a concentração dos atendimentos em poucos centros.

Hoje, muitos pacientes precisam se deslocar por longas distâncias em busca de consultas especializadas, exames, cirurgias e tratamentos. Em muitos casos, pessoas que já estão fragilizadas pela doença ainda precisam enfrentar estrada, demora, fila e insegurança para conseguir atendimento.

É por isso que Felipe Ribeiro tem defendido a descentralização da saúde como uma das principais pautas para o desenvolvimento da região.

Para ele, descentralizar não significa enfraquecer hospitais de referência. Pelo contrário. Significa fortalecer toda a rede de atendimento, criando mais alternativas para a população.

“O problema não é ter hospitais fortes. O problema é quando uma região inteira depende de poucas portas. Precisamos fortalecer os hospitais das cidades para que mais atendimentos aconteçam perto das pessoas”, defende Felipe.

O Hospital Samuel Libânio, em Pouso Alegre, tem papel fundamental para todo o Sul de Minas. É uma referência importante, atende casos graves, urgências, cirurgias e especialidades que salvam vidas todos os dias. Mas, justamente por sua importância, não pode ser a única grande alternativa para tantos municípios.

Quando tudo fica concentrado em um único centro, as filas aumentam, os deslocamentos se tornam mais difíceis e o atendimento demora mais para chegar a quem precisa.

A proposta defendida por Felipe é clara: investir nos hospitais das cidades, ampliar estruturas, levar especialidades, exames, hemodiálise, cirurgias e procedimentos de pequena e média complexidade para mais perto da população.

Esse é o tipo de descentralização que pode reduzir filas, diminuir distâncias, desafogar os grandes hospitais e garantir um atendimento mais humano e digno para a nossa gente.

Um exemplo dessa necessidade está em Brazópolis. O Hospital São Caetano já prestou um serviço essencial com os leitos de retaguarda, mas, por contar com apenas 26 leitos, perdeu um serviço do Estado, que exige estrutura mínima de 40 leitos.

Agora, a direção do hospital trabalha para ampliar sua capacidade, construir novos leitos e voltar a atender melhor a população da cidade e também a microrregião.

Para Felipe, esse é exatamente o caminho que precisa ser apoiado.

“Investir no Hospital de Brazópolis é fortalecer a saúde regional. Quando um hospital como o São Caetano cresce, ele ajuda a atender melhor a cidade, contribui com os municípios vizinhos e reduz a pressão sobre os grandes centros”, afirma.

Outro exemplo importante é a luta para trazer um braço do Hospital de Olhos de Itanhandu para a Santa Casa de Ouro Fino. A iniciativa, construída ao longo dos anos ao lado do deputado estadual Dalmo Ribeiro, representa justamente a ideia de aproximar serviços especializados da população.

Com um Hospital de Olhos em Ouro Fino, pacientes da região poderão ter acesso a atendimento especializado sem precisar percorrer grandes distâncias. É mais cuidado, mais dignidade e mais agilidade para quem precisa.

Santa Casa de Ouro Fino

A descentralização da saúde passa por esse olhar: entender que cada hospital regional pode cumprir um papel importante dentro da rede. Alguns podem ser fortalecidos para exames. Outros para cirurgias. Outros para especialidades. Outros para tratamentos contínuos, como a hemodiálise.

O que não pode continuar é a população depender sempre dos mesmos caminhos, enfrentando longas viagens e esperas prolongadas para conseguir atendimento.

“Saúde não pode ser uma peregrinação. A pessoa que está doente já carrega uma preocupação enorme. Ela não pode ser castigada também pela distância, pela demora e pela falta de opção”, reforça Felipe.

A defesa de uma saúde mais perto das pessoas também é uma defesa da dignidade. É olhar para quem mora nas cidades menores, para os idosos, para os trabalhadores, para as famílias que muitas vezes não têm condições de viajar várias vezes em busca de tratamento.

Fortalecer os hospitais das cidades é cuidar melhor das pessoas. É garantir que a região cresça de forma mais equilibrada. É permitir que os municípios tenham mais capacidade de resolver problemas de saúde sem depender exclusivamente dos grandes centros.

Para Felipe Ribeiro, o Sul de Minas precisa abrir novas portas de atendimento.

“O Samuel Libânio tem sua importância e precisa continuar forte. Mas os hospitais da nossa região também precisam ser fortalecidos. Descentralizar a saúde não é dividir para enfraquecer. É distribuir para atender melhor”, conclui.

A saúde de verdade é aquela que chega mais perto das pessoas. E, para isso, é preciso investir nos hospitais regionais, ampliar serviços, valorizar as estruturas existentes e construir uma rede mais humana, eficiente e próxima da população.

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