O produto chinês chega barato, mas alguém precisa defender os empregos da nossa região”, alerta Felipe Ribeiro

Durante entrevista à Cidade das Malhas FM, em Monte Sião, o pré-candidato a deputado federal Felipe Ribeiro chamou atenção para os impactos da retirada da chamada “Taxa das Blusinhas” sobre o setor têxtil e de confecções do Sul de Minas.

A discussão ganhou força após o Governo Federal voltar a zerar a cobrança do Imposto de Importação para compras internacionais de até US$ 50, medida que beneficia plataformas estrangeiras como Shein, Shopee, AliExpress e Temu.

Segundo Felipe, o debate não pode ser analisado apenas pelo valor final pago pelo consumidor.

“É claro que todo mundo gosta de pagar mais barato. Mas alguém precisa olhar para quem produz, emprega e movimenta a economia das nossas cidades“, afirmou.

Durante a entrevista, Felipe citou um exemplo divulgado nacionalmente. Uma compra internacional de R$ 300, que anteriormente chegava ao consumidor por cerca de R$ 423, passa a custar aproximadamente R$ 354 após a mudança, uma diferença próxima de R$ 70.

“Essa diferença parece pequena quando olhamos apenas para uma compra. Mas quando milhares de consumidores deixam de comprar de quem produz aqui para comprar de fora, o impacto chega nas nossas empresas, nos nossos trabalhadores e nas nossas cidades.“

Felipe destacou que regiões como Monte Sião, Jacutinga, Inconfidentes, Ouro Fino e Borda da Mata construíram sua economia a partir da indústria têxtil, do comércio e da geração de empregos ligados ao setor.

Ao participar da entrevista ao lado do deputado estadual Dalmo Ribeiro, ele também lembrou a importância de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da economia regional. Dalmo destacou iniciativas como a Lei dos Arranjos Produtivos Locais (APLs), criada para incentivar setores produtivos e estimular o desenvolvimento econômico em diversas regiões de Minas Gerais.

Para Felipe, o Brasil precisa encontrar um equilíbrio entre o acesso do consumidor a preços competitivos e a proteção de quem gera empregos dentro do país.

“O produto chinês chega barato. Mas o emprego perdido aqui custa caro. Essa é uma discussão que precisa ser feita com seriedade, porque estamos falando do sustento de milhares de famílias da nossa região“, concluiu.

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